Petista culpa PSDB por rombo ao usar fundo previdenciário

Petista culpa PSDB por rombo ao usar fundo previdenciário

Governo do PT quer usar ativos e estatais para recompor o caixa do Estado

Governador Fernando Pimentel é candidato à reeleição pelo PT

Secretário de Governo, Odair Cunha, coordena a campanha petista

PUBLICADO EM 09/08/18 - 03h00

Ana Luiza Faria

O deputado federal e coordenador de campanha do governador Fernando Pimentel (PT) à reeleição, Odair Cunha, afirmou nesta quarta-feira (8) que uma das principais razões do problema de caixa do Estado foi a política adotada pela gestão do ex-governador e senador Antonio Anastasia (PSDB) que, segundo ele, utilizou o fundo previdenciário para cumprir com despesas ordinárias do Executivo. “Os tucanos, em vez de capitalizarem o fundo previdenciário, na gestão de Anastasia, acabaram com ele”, afirmou.

Cunha explicou que, hoje, R$ 16 bilhões são retirados anualmente da receita de impostos de Minas para o pagamento dos servidores inativos. “Precisamos enfrentar o problema do financiamento da previdência pública. Não estou falando da reforma do regime geral, mas a do regime próprio”, disse.

Segundo o petista, para reconstruir o fundo, o governo utilizará os ativos do Estado, como o fundo imobiliário e as ações da Codemig, Cemig e Copasa. “Em vez de vender essas empresas, vamos constituir um fundo que tenha condições de arcar com os custos da previdência pública em Minas. É assim que temos de enfrentar esse tema”, declarou.

Para Odair Cunha, uma parceria com o governo federal também é fundamental para a solução do problema. “Queremos que a União admita a dívida que tem com Minas e reconheça o ressarcimento que ela tem que fazer ao Estado, em razão das perdas com a Lei Kandir”, contou.

Para que Minas volte a ter as contas em dia, o deputado afirmou ser preciso que o Brasil volte a crescer, a gerar emprego e distribuir renda. “O problema de caixa do governo tem a ver com o ambiente geral da economia. Não há saída mágica. Minas não é uma ilha, e os municípios não se constituem em uma ilha. Ou nós temos um ambiente geral positivo de crescimento e desenvolvimento econômico ou continuaremos a ter problemas”, finalizou.

Comissão. Na manhã desta quarta-feira, o governador se reuniu com diversos sindicatos para anunciar a criação de um comitê composto por representantes dos servidores, que irão acompanhar, regularmente, os dados fiscais do Estado. “Não estamos transferindo responsabilidade. Essa é uma responsabilidade do governo, mas será compartilhada com os sindicatos”, afirmou o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães. 

O titular da pasta, porém, afirmou que não é possível garantir ao servidor o fim do escalonamento e dos atrasos nos pagamentos. “Só não houve a garantia porque não podemos dá-la. Isso não depende de vontade, depende de fluxo, e estamos utilizando o recurso corrente, o que entra no caixa a cada dia de pagamento de impostos, para pagar as folhas nas datas. Estamos falando de R$ 2,4 bilhões a cada mês da folha de ativos e inativos. Os atrasos são em decorrência de contingências não programadas. Portanto, não tem como garantir o que não está no manejo do governo do Estado”, declarou Magalhães. 

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