CHAPA DO PARTIDO DE BOLSONARO EM MINAS TEM MONARQUISTA, DELEGADO E GENERAL PRÓ-DITADURA

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CHAPA DO PARTIDO DE BOLSONARO EM MINAS TEM MONARQUISTA, DELEGADO E GENERAL PRÓ-DITADURA

Ativista da monarquia, general que elogiou o golpe militar e até delegado envolvido em prisão de político. Registrada nesta segunda-feira (30) no Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), a chapa de candidatos a deputados federal e estadual do PSL, partido do presidenciável Jair Bolsonaro, é recheada de nomes conhecidos para a disputa eleitoral no Estado. 

Na lista dos candidatos a deputado federal da legenda mineira está o delegado regional da Polícia Federal em Montes Claros, Marcelo Eduardo Freitas, que prendeu um ex-prefeito da cidade mineira, em 2016, por conta do suposto envolvimento do político em um esquema de corrupção. No mesmo ano, Freitas chegou a ser convidado pelo PT para se candidatar a prefeito de Montes Claros.

Outro policial mineiro na lista de candidatos é Rogério de Melo Franco Assis Araújo. Delegado da Polícia Civil, ele chegou a ser nomeado, em janeiro, como chefe adjunto da corporação – uma espécie de número 2 no comando da polícia. Na mesma semana, no entanto, uma entrevista derrubou Araújo do cargo: ele afirmou, ao anunciar uma delegacia especializada no combate a ataques a caixas eletrônicos, que criminosos voltariam “na horizontal” em caso de resistência. 

Quem também faz parte do time de militares da chapa federal é o general da reserva do Exército Mario Lúcio Alves de Araujo. Em 2009, ele foi escalado para o comando da operação Tocantins, que buscava localizar, recolher e identificar os corpos dos guerrilheiros e militares mortos na Guerrilha do Araguaia. A escolha, na época, foi motivo de protesto de familiares de desaparecidos políticos por conta de uma entrevista do general em que ele destacava a importância do golpe militar de 1964. Segundo ele, a ditadura atendeu o “clamor popular e de maneira positiva impediu que o Brasil se tornasse um país comunista”. 

O líder do movimento Patriotas Syllas Valadão também foi registrado. Em 2015, o PT denunciou o grupo ao Ministério Público por conta de uma manifestação realizada durante o velório do ex-presidente petista José Eduardo Dutra. O Patriotas sempre negou participação no ato.

Na chapa para candidatos à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o PSL também registrou candidaturas de personalidades curiosas. Uma delas é o ativista político e militante da monarquia Caio Bellote, que coleciona polêmicas por sua atuação nas ruas. 

No ano passado, Bellote chegou a ser detido pela polícia acusado de injúria racial em um ato pró-Bolsonaro em Belo Horizonte. Ex-filiado do DEM e ativista da volta da monarquia, ele participou de movimentos sociais pró-impeachment e de outras campanhas do PSDB no passado. Atualmente, é presidente da Ordem dos Cavaleiros da Santa Cruz e do Instituto Belo Horizonte de Ação Cidadã (Ibhac), organização que diz defender os valores do conservadorismo.

Aparte entrou em contato com o presidente do PSL de Minas, deputado Marcelo Alvaro Antônio (PSL-MG), para comentar as escolhas da chapa, mas, até o fechamento desta edição, ele ainda não havia retornado aos pedidos de entrevista

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