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Anastasia garante que não será candidato a governador de Minas

Anastasia garante que não será candidato a governador de Minas

"Tenho buscado, por meio de muito diálogo, participar da identificação de um nome que possa aglutinar nossa força política, concorrer e ganhar as eleições", disse o senador Antonio Anastasia

JC Juliana Cipriani

postado em 01/03/2018 06:00 / atualizado em 01/03/2018 08:51

 

(foto: Geraldo Magela/Agência Senado - 2/8/16)

O senador Antonio Anastasia (PSDB) afirmou ontem ao Estado de Minas que sua decisão de não concorrer novamente ao governo mineiro é definitiva. Pressionado pelas bancadas federal e estadual do partido e pelo pré-candidato a presidente Geraldo Alckmin, que aumentaram as investidas nas últimas semanas, o tucano disse que sua missão é no Senado Federal e que as soluções para os principais problemas do estado dependem hoje de esforços junto à União.

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“Foi por isso que, desde o ano passado, avisei ao meu partido e a lideranças também de outros partidos aliados nossos que, em definitivo, eu não concorreria novamente ao governo de Minas. E mantenho essa mesma posição”, afirmou. Na segunda-feira, Anastasia recebeu vários prefeitos e reforçou com eles sua posição de não concorrer. O tucano tem repetido isso para todos os que insistem com ele.

Anastasia é visto como único capaz de unir novamente os aliados do grupo dele e do senador Aécio Neves em Minas Gerais. Com ele, o PSDB acredita que ainda poderia reunir os pré-candidatos Marcio Lacerda (ex-prefeito, PSB), Dinis Pinheiro (ex-deputado, sem partido) e Rodrigo Pacheco (de saída do MDB para o DEM)”.

Ocorre porém que o próprio Anastasia trabalha nos bastidores para que Pacheco seja o cabeça de chapa. Ainda no MDB, o deputado federal está de malas prontas para se filiar ao DEM com o aval de Anastasia. A mudança ficou mais perto com a decisão do MDB de adiar de março para maio as prévias para decidir a candidatura. A medida, capitaneada pelos aliados do governador Fernando Pimentel (PT), foi vista como um movimento para garantir, no futuro, a manutenção da aliança entre MDB e PT no âmbito estadual.

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Anastasia ressaltou que está envolvido na busca de um candidato para disputar ao governo, mas não falou em nomes. “Tenho buscado, por meio de muito diálogo, participar da identificação de um nome que possa aglutinar nossa força política, concorrer e ganhar as eleições e, mais importante, fazer novamente um bom governo. No momento certo, e tenho trabalhado muito para isso, acredito que as forças políticas que nos apoiaram vão novamente se reunir em torno desse nome para o bem de Minas Gerais”, afirmou.

CADEIRAS Enquanto insiste com a candidatura do senador Antonio Anastasia ao governo de Minas, mesmo diante das negativas dele, o PSDB vai intensificar o trabalho para formação das chapas de deputado estadual e federal para garantir bancadas fortes no Legislativo. O esforço pedido aos parlamentares em um jantar do partido na segunda-feira é para manter ou ampliar o número de cadeiras.

O PSDB tem hoje oito deputados estaduais e sete federais por Minas Gerais. Segundo o presidente da legenda, deputado Domingos Sávio, nessa reunião o partido estabeleceu metas. “Vamos intensificar o trabalho com a participação de todos para assegurar chapa completa ou uma boa chapa e organizar as campanhas para Câmara e Assembleia. Enquanto isso vamos continuar buscando convencer o professor Anastasia a se candidatar. Estabelecemos isso como meta para o mês de março”, disse.

Domingos Sávio admitiu que, caso Anastasia permaneça na decisão de não concorrer, o PSDB pode voltar ao plano anterior de se unir a algum dos aliados. “A candidatura própria está colocada como um desejo do grupo considerando prioritariamente o Anastasia. Se ele de fato não aceitar podemos ter candidatura própria ou nos coligar com outros. Estamos dispostos a dialogar com os aliados tentando reunir todos em chapa única, isso inclui o Marcio Lacerda, o Dinis Pinheiro e o Rodrigo Pacheco”, disse.

CHAPÃO Ao contrário de eleições anteriores, pode ser que não se forme o chapão dos partidos aliados. “Isso ainda não está definido, ainda pode ter coligações. Mas na eleição passada, se tivéssemos coligado ou não, o número de deputados do PSDB seria o mesmo. Vamos buscar uma chapa competitiva para discutir aliança também na eleição proporcional”, avaliou Domingos Sávio.

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