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Quer ser policial? O ano de 2018 promete ser cheio de chances para a área

Pelo menos essa é a expectativa de especialistas e concurseiros, que 2018 venha com diversas oportunidades na área, inclusive no DF. Quem sonha em trabalhar em alguma das forças precisa se preparar para testes objetivos, psicológicos e físicos

 

   

 postado em 14/01/2018 16:33 / atualizado em 14/01/2018 18:13

 Nathale Martins

O sonho de Caio é trabalhar na Polícia Militar da capital federal

 

 

Proteger a população, o patrimônio público, preservar a ordem e executar investigações são atribuições da carreira policial, cobiçada por muitos concurseiros. Federal, militar, civil, rodoviária, legislativa, das Forças Armadas... São muitos os órgãos para se inscrever em caso de abertura de certames. A boa notícia é que, segundo especialistas, aspirantes a servidores públicos interessados na área podem comemorar: 2018 promete trazer muitas oportunidades. Só para as polícias Militar e Civil do DF a expectativa é de publicação de editais com mais de 2 mil vagas.

 

A perspectiva continua favorável mesmo com a decisão do presidente Temer de congelar 61 mil cargos federais, pois as forças policiais não devem ser atingidas. Presidente da Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos (Anpac), Marco Antonio Araújo Júnior está otimista com relação a este ano. “Essa é uma das áreas mais demandadas, então a expectativa é boa”, afirma. Segundo ele, é possível que saiam concursos para delegados de polícia civil, soldados de polícia militar, além de seleções para as polícias Rodoviária Federal e Federal (que aguardam autorização do Ministério do Planejamento).

 

 

Jéssica estuda para ser policial legislativa no Senado há dois anos

 

 

Com relação a esse último, a Federação Nacional dos Policias Federais (Fenapef) tem pressionado pela liberação para publicar o edital. “Desde 2015, há desaceleração na abertura de concursos por causa da crise. Muitos estados, como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Norte, estavam quebrados e, agora, começam a se organizar e preparar certames”, observa Marco Antonio. De fato, as provas da área estão a todo vapor. A Polícia Civil do Maranhão aplica, em 28 de janeiro, concurso para vários cargos e, em 4 de fevereiro, é a vez da Polícia Militar de Minas Gerais aplicar testes. Outro fator motivador são as aposentadorias. “Levantamento do Ministério do Planejamento revelou que 40% dos funcionários públicos devem se aposentar nos próximos cinco anos, então haverá mais vagas”, justifica. Policial legislativo no Senado Federal e professor de direito penal do IMP Concursos, Carlos Alfama afirma que a previsão não poderia ser melhor. “Este deve ser o melhor ano dos últimos cinco”, afirma.

Preparação

Apesar de editais animarem concurseiros, é preciso se preparar com afinco. Afinal, a concorrência é grande. Professor de informática do Gran Cursos On Line e sargento da Polícia Militar do Distrito Federal, Jeferson Bogo pondera que, apesar de ter atrativos, a carreira é perigosa. “Costumo falar que é uma questão de vocação porque são vários os riscos da profissão”, argumenta. O alerta não é à toa. Só em 2016, 453 policiais civis e militares foram assassinados no Brasil, de acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2017. “Depois de estar na profissão, as pessoas ou descobrem que a amam ou que a odeiam, não tem meio termo”, completa Bogo. Carlos Alfama observa que, para os que percebem que gostam da área, há muitos estímulos. “É um trabalho dinâmico, a gente não fica sentado o dia inteiro na frente de um computador. Todo dia tem algo diferente, então é estimulante”, explica. Ânimo para cumprir essa jornada é o que não falta para Jéssica Rossignolli Mariani, 26 anos. Há dois anos e meio estudando para concursos, ela tem como foco a Polícia Legislativa do Senado Federal, mas também visa à Polícia da Câmara ou à Polícia Federal.

 

 

Douglas passou no concurso da PM-GO e estuda para a do DF

 

 

“Namoro um policial federal e sei como a carreira é apaixonante. Prefiro a do Senado, porque ela envolve menos riscos e não tem missões fora de Brasília. Penso em ter filhos e quero ser uma mãe presente”, afirma a bacharel em direito. Jéssica cita a carga horária flexível e o salário como estímulos. A rotina de estudos para alcançar o sonho inclui cursinho e ciclos de 50 minutos de dedicação para cada matéria, além do preparo esportivo, necessário para a avaliação física. “A estratégia é malhar, no mínimo, três vezes por semana e correr nos outros dias”, destaca ela, que pretende concorrer a cargos de nível médio. Já Caio dos Santos, 19, aluno do curso de gestão de pessoas, mira em vagas de ensino superior. “Ser policial é um sonho de infância”, revela. Para ele, o teste de aptidão física é uma preocupação menor, já que pratica esportes. Caio estuda para a Polícia Militar do DF há um ano. “Posso até fazer para entidades dos estados, mas só como experiência”, comenta. O jovem não quer mudar de cidade, mas muitos aspirantes a policiais cogitam a possibilidade.

Uma mudança, porém, precisa ser ponderada com cuidado, como alerta o professor Jeferson Bogo. “O maior índice de insatisfação por causa disso é dentro da PF, porque, muitas vezes, a pessoa tem que sair de perto da família e as condições de trabalho podem não ser muito boas”, diz. “Antes de considerar uma carreira que envolva deslocamentos ou até um cargo em outra região, é preciso avaliar se consegue se manter lá e conhecer o local. Muitas pessoas fazem a prova sem saber como é a cidade e, depois, se frustram”, previne. Outra dificuldade ao optar por um cargo policial fora do DF são as diferenças e a falta de costume com distintas bancas organizadoras. “A prova e o estilo mudam. Além disso, caem matérias novas, como legislação estadual, atualidades e geografia da região”, elenca. Uma opção citada pelo professor Carlos Alfama é fazer o concurso para outra localidade e, em caso de aprovação, assumir a carreira, mas encará-la como provisória.

Assim, o candidato pode continuar fazendo provas para a região de origem e, depois de passar, voltar para casa. “É uma decisão pessoal, mas que pode ser temporária.” Este é o caso de Douglas Oliveira, 22. Graduado em gestão pública, ele deseja ser soldado da PM, foi aprovado no cargo pretendido em Goiás e aguarda a nomeação. “Pretendo assumir a vaga, que é em Luziânia e, se possível, depois, voltar para Brasília. Irei para ter estabilidade, mas só até sair o certame do DF”, explica. De família de policiais, ele assume que o desejo de ser policial vem da vontade de combater o mal.

 

*Estagiária sob supervisão de Ana Paula Lisboa

 

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