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Número 2 da Polícia Civil diz que bandidos vão 'voltar na horizontal', e PT pede sua cabeça

Uma frase dita pelo novo chefe adjunto da Polícia Civil de Minas, o delegado Rogério de Melo Franco Assis Araújo, gerou uma crise nos bastidores do governo do Estado. Araújo, que assumiu o cargo em dezembro e passou a ser o número 2 no comando da corporação, fez a seguinte declaração ao anunciar, no último dia 10, uma delegacia especializada para combater ataques a caixas eletrônicos: “Em Minas não existirá cangaço, e, caso venha a surgir, nossa polícia estará apta para combater. Caso os criminosos não se rendam, partirão para o confronto e voltarão na horizontal”.

A forma como o novo chefe tratou a situação gerou revolta entre membros do PT historicamente ligados aos Direitos Humanos. O próprio governador Fernando Pimentel (PT) venceu as eleições com um discurso voltado para o social e criou, em sua gestão, a Secretaria de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac). Agora, esses grupos cobram de Pimentel que exonere o quanto antes Araújo da nova função na Polícia Civil.

Um interlocutor do governo de Minas, que conversou com o Aparte sob condição de anonimato, confirmou o mal-estar. “O novo chefe está mesmo na corda bamba. O governador está tendendo pelo afastamento”, disse a fonte próxima de Pimentel. Ciente da situação, Araújo iniciou uma campanha junto a nomes do alto escalão das forças de segurança e de deputados para que intercedam a seu favor junto a Pimentel.

Segundo a fonte petista, o deputado federal Fábio Ramalho (MDB) seria um dos muitos parlamentares procurados por Araújo para pressionar o governador a mantê-lo no cargo. Ramalho teria prometido conversar com Pimentel. “O apoio do Fabinho é forte, mas acredito que Pimentel deve tirar o delegado do cargo”, informou a fonte. A coluna procurou ontem Ramalho, que disse que não poderia conversar porque estava em reunião.

Antes de assumir a chefia adjunta da Polícia Civil, o delegado Araújo era diretor geral do Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG), onde exerceu o cargo de abril a dezembro de 2017.

Ele cedeu a diretoria do Detran ao delegado César Augusto Monteiro Alves Júnior, outro quadro da Polícia Civil que deu dor de cabeça a Pimentel, já que assumiu o cargo com a própria carteira nacional de habilitação suspensa. O governo do Estado determinou que ele devolvesse o documento após acumular 120 pontos em infrações, que o novo diretor atribui a funcionários e familiares. Apesar da repercussão nacional negativa do caso, Júnior foi mantido no cargo por decisão da alta cúpula do governo.

Araújo foi procurado ontem pela coluna em seu gabinete, mas estava participando de um evento no Palácio da Liberdade, ao lado de Pimentel. A assessoria da Polícia Civil disse que as informações sobre a crise envolvendo o delegado não procedem. (Angélica Diniz)

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