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Áudios de Whatsapp indicam retaliação após morte de PM

Coronel Mauro Lúcio de Moura Alves disse que não há provas de que áudios foram feitos por policiais

PUBLICADO EM 12/01/18 - 20h45

Aline Diniz e Mariana Nogueira

“Vamos descer todo mundo para Betim então, todo mundo à paisana. E vamos começar a balançar aí Vila Cristina, esse Laranjeiras, esse bairro que ele morreu aí. A biqueira lá embaixo, (Jardim) Teresópolis, balançar e colocar o pau pra quebrar. Morreu um policial tem que morrer pelo menos uns cinco ou dez pila (bandido) até achar esses caras. Tem que achar”. Esse é apenas um dos trechos dos oito áudios de WhatsApp que indicariam uma retaliação contra a morte de um cabo da Polícia Militar, em Betim, na região metropolitana da capital, em um assalto, na última terça-feira (9).

Nesta sexta-feira (12), o coronel Mauro Lúcio de Moura Alves, comandante responsável por nove batalhões que cuidam do policiamento de 23 cidades da região metropolitana, afirmou que não há qualquer prova de que os áudios foram feitos por PMs. Ele informou, no entanto, que há policiais à paisana espalhados na cidade, tentando encontrar os matadores do cabo. Segundo o comandante, muitos dos militares se apresentaram espontaneamente para atuar na captura dos criminosos, mesmo estando de folga ou férias.

Ouça os áudios abaixo: 

Para o coronel, a sequência de assassinatos na cidade logo após a morte do policial pode ter sido motivada por disputadas de gangues, sem qualquer ligação com a morte do militar. O assassinato do cabo foi seguido de pelo menos outras oito mortes em bairros distintos de Betim num intervalo de 48 horas. Desses crimes, pelo menos cinco ocorreram em menos de duas horas, e dois aconteceram com apenas 11 minutos de diferença. Em alguns dos crimes, os matadores estavam encapuzados.

O coronel, no entanto, reconhece que um dos áudios que viralizou na cidade foi gravado por ele. Na mensagem, Alves pede que os militares tenham cuidado nas incursões para evitar que colegas sem fardas sejam vitimados. “Eu estou percebendo aqui em Betim agora à noite muitos militares em trajes civis ajudando a gente no trabalho de localização dos assaltantes. Oriente o pessoal a tomar cuidado. Estou preocupado com fogo amigo”, disse ele na mensagem.

O policial disse ainda que gravou o áudio cerca de 40 minutos após a morte do colega. O coronel contou que ele próprio se deparou com dois colegas à paisana e pensou que fossem bandidos.

Civil investigação ação

Para a Polícia Civil as circunstâncias de alguns dos crimes em série em Betim reforçam a suspeita sobre a ação de um grupo “com alvos pré-estabelecidos”.

Entre as hipóteses, os investigadores trabalham com a possibilidade de retaliação. Até agora, uma pessoa foi presa suspeita de envolvimento em um dos crimes.

Segundo o titular da Delegacia Especializada em Homicídios de Betim, Rodrigo Rodrigues, ainda é cedo para concluir que haja um grupo agindo na cidade. No entanto, alguns dos assassinatos ocorreram de maneira semelhante. Vários indivíduos encapuzados, usando armas de uso restrito dispararam muitas vezes contra os alvos.

A investigação tenta traçar ligações entre os homicídios: “Ontem (quinta-feira) pela manhã teve uma operação no Jardim Teresópolis com 30 homens. A vítima foi um adolescente de 15 anos. Já há levantamento dos autores”. 

Com as próprias mãos
O coronel Mauro Lúcio de Moura Alves informou que não aceita policiais fazerem justiça com as próprias mãos e que haverá punições caso irregularidades sejam descobertas. “Se eu descobrir o envolvimento de um militar, seja ele quem for, ele vai responder com o rigor da lei”, assegurou.

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