Cemig paga R$ 588 milhões ao governo e pode ajudar no 13º

Cemig paga R$ 588 milhões ao governo e pode ajudar no 13º

Empresa entra em plano de regularização de débito e ganha desconto de 95% em juros e multas

PUBLICADO EM 17/11/17 - 03h00

Queila Ariadne

Os mesmos R$ 588 milhões que fizeram o lucro da Cemig cair devem garantir parte do 13º salário dos servidores estaduais de Minas, já que o governo precisa de aproximadamente R$ 3 bilhões para saldar a folha de pagamento. A concessionária aderiu ao plano de regularização de créditos tributários do Estado, que tem participação de 17% nas ações da empresa, e ganhou 95% de desconto em juros e multas para débitos fiscais atrasados. O dinheiro vai direto para os cofres públicos, bem no momento em que o governo do Estado está correndo atrás de recursos para honrar os benefícios dos cerca de 640 mil servidores.

A Secretaria de Estado da Fazenda, por meio da assessoria de imprensa, disse que ainda não há informações sobre a origem dos recursos ou da escala de pagamentos do 13º. Entretanto, em entrevista publicada pelo jornal O TEMPOem 3 de outubro, o secretário da pasta, José Afonso Bicalho, disse que, embora não soubesse ainda de onde viria o dinheiro, a principal fonte seria exatamente esse programa.

“Estamos providenciando (dinheiro para o 13º), principalmente através do Novo Regularize. Acredito que até o final de novembro e início de dezembro já tenhamos esse equacionamento”, afirmou Bicalho, que, a época, não soube responder se o benefício natalino seria parcelado.

O 13º referente a 2016 somou cerca de R$ 2,7 bilhões e foi pago em três vezes: dezembro, janeiro e março de 2017. Grande parte do dinheiro veio da venda da folha de pagamento para o Banco do Brasil, o que gerou R$ 1,85 bilhão.

Além do ICMS atrasado, a Cemig Distribuição tem outras dívidas, que somam R$ 5,6 bilhões. A holding Cemig tem dívidas somadas de R$ 14 bilhões. Questionado se a estatal priorizou pagar primeiro o sócio, o superintendente de Relações com Investidores da Cemig, Antônio Carlos Vélez, disse que receberam a proposta, como várias outras empresas mineiras, e entenderam que os descontos valiam a pena. Questionado se houve pressão do Estado para que aderissem, ele também negou. “Como o Estado era parte interessada, os conselheiros indicados por ele nem participaram da reunião (que definiu a adesão)”, ressaltou. A Cemig pagará ao Estado seis parcelas de R$ 93 milhões. O pagamento impactou os gastos e, consequentemente, reduziu os lucros. No terceiro trimestre, o prejuízo foi de R$ 84 milhões.

Furnas está com 8,9% da capacidade

O baixo nível das águas do lago de Furnas, na região Centro-Oeste de Minas, está causando prejuízos para moradores e comerciantes. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), o nível do reservatório, importante também para geração de energia, está em 8,9%. Com tão pouca água, as balsas já não conseguem mais atravessar.

Alguns moradores têm ficado isolados em cidades como Guapé. Para ir de lá a Pimenta, por exemplo, as únicas opções são a balsa ou cerca de 70 km pela estrada. Estudantes reclamam que têm perdido provas. Uma das balsas da cidade quebrou ao tentar passar pelo lago.

Em condições normais, o lago de Furnas, que banha cidades como Pimenta, Capitólio e Formiga, atinge 768 metros acima do nível do mar. Atualmente, está cerca de 15 metros abaixo desse nível ideal, o que pode comprometer a geração de energia elétrica. (Da redação)

Lucro cai 38% em nove meses

No terceiro trimestre do ano passado, a Cemig registrou lucro de R$ 433 milhões. No mesmo período deste ano, reverteu o resultado para um prejuízo de R$ 84 milhões. No acumulado do ano, o lucro líquido foi de R$ 397 milhões, 38% menor em relação ao mesmo período de 2016. O superintendente de Relações com Investidores da Cemig, Antônio Carlos Vélez, disse que a queda no lucro já era esperada, após a perda das quatro usinas leiloadas pelo governo federal. “A gente esperava queda, mas não nesse patamar”, destacou.

Segundo ele, outros fatores, como a própria recessão econômica e a crise hidrológica, também contribuíram para as perdas.

Mesmo assim, Vélez afirma que a prospecção para a empresa é positiva. A esperança da companhia para salvar as contas é vender os cerca de dez ativos que colocou à venda. No entanto, ainda está longe de alcançar a meta. “Eles somam R$ 8 bilhões, e nossa meta é vender metade até o fim do ano que vem”, afirma. Por enquanto, nada foi vendido. O que está mais adiantado são as vendas da participação na Light, na Taesa, mais um aporte para a Renova e a venda da fatia que ela tem da usina de Santo Antônio.

Avanço. A Cemig está negociando a venda da usina de Santo Antônio com o grupo chinês Spic, que comprou São Simão. Há boatos de que a Cemig dará Santo Antônio para manter São Simão.

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