Heróis que tombaram em um sangrento embate durante Revolução de 1930 são reverenciados na Capital mineira.



Belo Horizonte (MG) – O 12º Batalhão de Infantaria e a Polícia Militar de Minas Gerais reverenciaram, neste dia 5 de outubro, os heróis que tombaram durante a Revolução de 1930, na Capital mineira.
Uma cerimônia militar, presidida pelo General de DivisãoHenrique Martins Nolasco Sobrinho, Comandante da 4ª Região Militar (4ª RM), e com as presenças do Comandante da Academia de Polícia Militar de Minas Gerais, Coronel PMMG Robson José de Queiróz, e convidados, relembrou a atitude heroica dos militares da época, tanto do 12º Regimento de Infantaria, quanto da Força Pública Mineira, que, no mais profundo sentimento de cumprimento do dever, disciplina, espírito de sacrifício e, acima de tudo, fé no juramento, foram colocados em trincheiras opostas.

De ambos os lados, jovens mineiros, trazendo de seus lares amor à sua terra e às suas tradições, foram compelidos a lutar uns contra os outros na defesa equivocada de ideais que não eram seus, pois a carreira das armas só deve conhecer o caminho do dever, sem simpatias políticas.
Foram seis dias de hostilidades, com fogo impiedoso de armas automáticas cortando o céu entre os postos de combate das duas instituições. Todos ocupados por mineiros, irmãos, que tinham os mesmos sonhos, mas que, naquele momento, com a razão sequestrada pelo calor dos acontecimentos e dedicados, cada um, ao cumprimento da sua missão, só se viam como inimigos.
O embate sangrento deixou mortos e feridos dos dois lados, levou terror à população da região central de Belo Horizonte, também com mortes de civis, destruição de imóveis e obrigando moradores a abandonarem seus lares.
O custo do trágico episódio vivido pelos filhos de Minas e do Brasil não mudou decisivamente o curso da Revolução, mas permitiu concluir, após 87 anos, que o confronto ambientado nas Minas Gerais foi, além de uma história de sangue, uma história de honra e de sacrifício.
Materializando a homenagem, foi colocada uma corbelha de flores no mastro do pavilhão nacional do Batalhão. Conhecido como “Mastro Crivado de Balas”, em 1930 tratava-se de um poste de iluminação localizado à entrada do Regimento. Hoje, com forte simbolismo, o mastro representa o ato de heroísmo daqueles que defenderam os ideais: Dever, Lealdade e Sacrifício.

Fonte:4ª RM
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